
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (hyde)
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (tetsu)
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (yukihiro)
créditos @ Eleonora - The Ark
definição de Shouten retirada do wikipédia, em inglês
- Como você se sente em ter terminado o novo álbum KISS?
Ken: Eu trabalhei querendo fazer algo de que eu pudesse gostar e que fosse surpreendente, além do mais eu achei que seria ótimo poder ouvir o belo canto de Hyde, ouvir as palavras vindo de Hyde, dando importância ao significado da música. Na verdade, estou satisfeito porque quando concluímos esse trabalho eu pude senti-lo realmente.
- “Eu quero fazer algo surpreendente”, isso certamente foi um padrão alto a se estabelecer, talvez tenha sido difícil?
Ken: Acho que é fácil, a menos que você esteja inseguro.
- Mas fazer boas canções não é tão fácil, não é?
Ken: Nós somos 4 e como cada um de nós escreve músicas não parece como se tivéssemos que produzi-las em larga escala. Embora nós não planejemos escrever um quarto de tudo, nós fazemos bem isso individualmente (risos). De qualquer forma, a única coisa que consigo pensar é que quero compor músicas intensas, quando parece que posso fazer isso, então eu faço, senão não (risos). Se não consigo fazer isso, então eu não componho, não sei, é como se já tivesse esquecido sobre isso (risos).
- Como resultado, das 12 músicas 5 são suas.
Ken: 3 delas eu escrevi com aquele sentimento. Então, no começo do ano tivemos uma reunião com as presentes canções, e tirando essas 3, eu queria fazer algumas variações nas outras 2 que compus.
- E elas são...?
Ken: Yuki no Ashiato e Pretty Girl. Queria algumas variações, mas as escrevi ainda pensando em fazer algo surpreendente.
- A fim de fazer algo surpreendente, você mudou seu método de trabalho?
Ken: Não. Mas enquanto eu fazia Yuki no Ashiato eu pensei que músicas simples têm sua beleza própria, e acho que essa disposição se refletiu nela, não é? Eu me lembro da atmosfera das minhas aulas elementares. Depois que comecei a fazer música, simplicidade adquiriu uma imagem antiga, então eu inconscientemente a deixei de lado. Entretanto, mais ou menos na véspera de ano novo eu pensei em quão bela era a simplicidade. Então, por que não escolher deliberadamente fazer músicas que passem essa sensação?
- Mas com certeza isso não consistia só em você estar se sentindo ou não dessa forma.
Ken: Acho que desde que eu estava me sentindo dessa forma, isso naturalmente me fez querer escrever esse tipo de canção. Então fiz músicas simples e que ao mesmo tempo eram nostálgicas.
- Mesmo ALONE EN LA VIDA é uma música flutuando em nostalgia.
Ken: Creio que se Yuki no Ashiato é a música que mais representa simplicidade, ALONE EN LA VIDA é talvez a mais nostálgica. Como existem outras músicas, senti que podia ir nessa direção sem preocupações.
- ALONE EN LA VIDA é cheia de “sabor latino”, não é?
Ken: Desde o começo ela teve mais ou menos esse formato. Como eu tinha em mente o som que eu queria por recorri às ferramentas profissionais decidido a organizar esse som.
- Essa canção faz sentir uma forte nostalgia e mágoa, e achei que a letra é a uma perfeita combinação com a atmosfera da música.
Ken: Quando escrevi a música eu não fui tão longe em pensar no conteúdo da letra. Então, quando Hyde pela primeira vez cantou essa letra na demonstração, eu fiquei surpreso. “Você está pondo uma letra tão boa assim nessa música?”. Eu queria surpreender, mas isso se voltou contra mim e eu é que me surpreendi (risos).
- Tanto a música Yuki no Ashiato quanto ALONE EN LA VIDA se encaixaram esplendidamente com o canto de Hyde-san.
Ken: Tirando Pretty Girl, eu compus todo o resto com seriedade. Com Pretty Girl eu queria fazer uma música estúpida, sem pensar em nada. Nem “estúpido” está batendo, é mais como uma canção “Yeah!”. Além de Yeah, toda a conversa atrevida é excessiva (risos).
- A letra de Pretty Girl também é sua. Dessa vez todos os 4 escreveram uma letra, isso era como um dever?
Ken: Eu tinha certeza que Hyde diria alguma coisa do tipo “escrevam 1 música”, então quando ele disse isso, a mais fácil de escrever era essa.
- Acabou sendo uma letra selvagem e erótica.
Ken: Eu a escrevi durante a gravação, algumas linhas de cada vez, eu a terminei em 30 minutos (risos).Quando estava escrevendo, ela me fez rir. Eu a escrevi com uma atitude “Yeah!” (risos).
- DAYBREAK’S BELL é uma mudança completa, uma canção encharcada em beleza e tristeza. De que período é ela?
Ken: Me esqueci de quando a escrevi, acho que deixei como uma memória por um tempo. É uma música legal ao vivo, pensei que se era L’Arc~En~Ciel tocando-a, então seria legal, a bateria do Yukki ao vivo é pulsante, excitante. Mais que um compositor, eu estava feliz por ser um fã da música. Queria escutá-la dessa forma.
- É incrível você ter planejado algo assim.
Ken: Estou feliz das circunstâncias que me permitiram fazê-lo.
- Hurry Xmas é uma música absolutamente positiva com um sabor de jazz, como foi tocar a guitarra?
Ken: Acho que os ouvintes gostam dessa música, mas é difícil de ser executada. No início eu me preocupei em como tocá-la, o ritmo é muito rápido, não conseguia acompanhar na folha de música. Enquanto estou procurando, ela vai seguindo em frente. Foi difícil chegar ao ponto em que meu cérebro e mãos conseguissem acompanhá-la.
- Você encarou a gravação depois de ter se familiarizado com ela?
Ken: Como havia tempo antes da gravação, no momento em que Hyde me deu essa demonstração eu passei a praticar minha guitarra. Graças a essa música eu me interessei por jazz, queria saber a teoria, portanto comprei um livro.
- Talvez, em um certo ponto, os resultados disso tenham aparecido no formato da música.
Ken: Mesmo se for esse o caso, não sei dizer quando (risos).
- Mais ou menos quando KISS veio a ser o nome do álbum?
Ken: Talvez quando todas as letras estavam prontas e estávamos quase terminando a gravação do som, Hyde propôs esse nome “O que acham disso?”. Eu achei audacioso, mas adorável. Geralmente nessas ocasiões eu confio na palavra que Hyde pensou.
- A palavra “kiss”, quando tentei encontrá-la nas letras, vi que só estava presente em uma, a que você escreveu, Pretty girl.
Ken: Eh, me esqueci completamente disso (risos).
- Nenhuma lembrança da gravação?
Ken: Talvez porque toda vez que tínhamos uma pausa eu estava praticando a bateria para o P’UNK~EN~CIEL (risos). Então eu praticava freqüentemente a guitarra, com muita freqüência eu estava dormindo no estúdio com a guitarra nos braços, alguém poderia silenciosamente tê-la pego.
- Todo aquele treino com a guitarra era para a gravação?
Ken: Não. Quando toco a guitarra, há momentos que acho que consegui conduzir. Mas no instante em que me sinto bom para poder tocar, eu percebo que não consigo tocar um certo pedaço, então começo a praticar de novo. Repetindo. E continuo indo (risos).
- Mas esse é o motivo de seu crescimento, eu acho. Mesmo como uma banda, é incrível o fato que como 11º álbum vocês pretendiam fazê-lo tão surpreendente. Queria saber qual o poder que os motivou?
Ken: Hmm, o que é isso? O fato que todos compomos músicas e que talvez somos como “Shouten*”. Quando alguém diz algo interessante, outra pessoa tem que dizer algo mais interessante ainda (risos).
- Eu não havia pensado que Shouten poderia se tornar uma possível metáfora de KISS.
Ken: Nós competimos uns com os outros enquanto a pilha de almofadas aumenta (risos).
~~
*Shouten -> é um programa de comédia da TV japonesa, continuamente apresentado aos domingos na TV Nippon. O show possui seis comediantes japoneses vestidos com kimonos coloridos sentados em uma fileira, onde competem para ver quem faz as melhores piadas em tópicos sugeridos pelo anfitrião. A pessoa julgada a mais engraçada, pelo anfitrião, vai acumulando zabuton (almofadas japonesas), sentando em cima delas. Aqueles que são julgados como não engraçados podem perder um ou mais zabuton, sentando, portanto, no chão.
22 minutos 4 segundos atrás
23 minutos 10 segundos atrás
24 minutos 58 segundos atrás
26 minutos 14 segundos atrás
45 minutos 41 segundos atrás
47 minutos 2 segundos atrás
57 minutos 4 segundos atrás
1 hora 25 minutos atrás
1 hora 36 minutos atrás
2 horas 21 minutos atrás