
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (hyde)
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (ken)
WHAT's IN - Dezembro de 2007 (tetsu)
créditos @ Eleonora - The Ark
-Creio que esse álbum expressou diretamente o sentimento atual de L’Arc~En~Ciel como banda.
Yukihiro: Sim. Nós planejamos fazer um bom álbum.
- Antes de entrar na criação do álbum, qual era sua idéia?
Yukihiro: Talvez eu estive mais relaxado do que o normal. Houve tempo de sobra para me preparar depois de decidir as músicas. Como um experimento, tentei gravar todas as músicas de uma vez, então isso me deu muito tempo.
- O alcance das músicas é certamente grande, mas tive a impressão de que a batida apertada se tornou a base.
Yukihiro: Durante SMILE e AWAKE, especialmente durante SMILE, eu queria tocar despreocupadamente, não me importava o que acontecesse. Em caso de aberturas, eu gradualmente adicionaria expressões. Talvez dessa vez eu não tenha me sentido dessa forma. Tendo isso sendo dito, tocar bateria é tocar bateria.
- Como em THE BLACK ROSE, por exemplo.
Yukihiro: Para essa música, achei que seria bem mais legal ela ser repleta de bateria. Naquelas músicas achei melhor ter bastante bateria, e foi o que fiz. Nas que achei que seria melhor não, eu não o fiz.
-Senti um frescor mesmo na canção que você escreveu, spiral. Há uma delicada mistura entre a batida Drum n’ Bass (tipo de música eletrônica também conhecida como Jungle, ou selva em português) e a rotina da batida ao vivo.
Yukihiro: Mah, eu pensei nela e a fiz (risos). Mas não é tão novo para mim. Combinar pausas e tambores vivos é algo que todos fazem. Mas percebi que experiências e idéias eram essenciais em como fazer isso.
- Você com certeza está envolvido.
Yukihiro: Estou? Talvez seja mais que eu esteja aos poucos me cansando de mim mesmo (risos). Continuo pensando que quero fazer o que posso, mas também penso que gostaria de procurar por algo mais.
- Você também escreveu a letra para spiral.
Yukihiro: Sobre a letra, se Hyde-kun não tivesse me dito, eu não a teria escrito. Já que ele disse “Escreva para esta aqui”, eu disse “Ta bom” (risos). Se ele tivesse dito para escrever as letras para todas as músicas, teria sido pesado,quero dizer, é melhor fazer o que se pode fazer.
- Qual foi o tema para esta letra?
Yukihiro: No começo, a imagem da música era “algo para dançar”, então quis uma associação com as palavras “madoru” (dançar em japonês) ou “dance”. Como quando você dança em festas ou raves, eu queria que tivesse essa forma. Eu tentei expressar esse sentimento, exagerando-o.
- Cerca de 10 anos atrás você fez uma rave no parque Yoyogi.
Yukihiro: Sim. Exatamente o que quis dizer, minha experiência de rave (risos).
- Até SEVENTH HEAVEN tem uma um sentimento dançante, é o seu papel trazer uma palavra-chave dançante?
Yukihiro: Para SEVENTH HEAVEN, a idéia inicial de ter um “chute de 4 partes” veio de Hyde-kun. E ele me permitiu fazer muita coisa dentro disso.
- Há certamente uma imagem de DEAD OR ALIVE ( uma banda dos anos 80 no âmago do som do disco de Novo Romance) para isso.
Yukihiro: Sim. E claro, achei que não conseguiria tocá-la do jeito que era, mas no fim consegui.
- Em Hurry Xmas foram adicionados elementos de jazz. Foi esta também uma nova tentativa?
Yukihiro: É. No começo achei que não conseguiria, mas depois de tentar eu surpreendentemente entrei nisso. Quando o arranjo estava sendo feito, o nome da Orquestra de Brian Setzer apareceu na minha cabeça então “se é dessa forma, então eu o farei de algum jeito”.
- Falando nisso, até o intervalo de THE BLACK ROSE possui uma batida de jazz de 4 tempos. Poderia ser que, talvez, dentro de L’Arc exista um pouco de performance de jazz?
Yukihiro: Talvez dentro de Hyde-kun, as duas músicas são dele. No estágio de demonstração elas já estavam ali. Minha reação natural foi “o que eu faço agora?”. Eu escuto jazz, mas sempre evitei tocar eu mesmo. E com aquele tipo de arranjo, eu geralmente acabaria mudando a frase. Mas dessa vez eu não fugi e tentei: foi divertido.
- Parece que você também quis expandir sua maneira de expressar a si mesmo.
Yukihiro: Eu não fui tão longe com meus pensamentos. Se não consigo fazer isso, então não consigo (risos). Como posso dizer, se não estou interessado em algo, então não consigo tocar. Eu nunca estou pensando se eu gostaria de poder tocar qualquer coisa. Então, às vezes, me preocupo (risos). Mah, quando fico assim eu penso “talvez fosse melhor pensar sobre isso”.
- Entendo. Qual sua impressão sobre KISS como título?
Yukihiro: Normalmente os títulos dos álbuns são dados por Hyde-kun. Dessa vez, enquanto estávamos gravando para um programa de televisão, no vestiário ele chamou “reunião dos membros!” “Acabei de decidir o título”. Toda vez ele me surpreende com isso, e dessa vez não foi diferente. Mas era muito legal, então eu disse “incrível o título em que você pensou”.
- Não é apenas sobre o título, acho que você se surpreendeu com os outros 3 membros – por técnica, por senso – muitas vezes enquanto gravava, não é?
Yukihiro: Sim. Desde o momento em que trouxemos nossas músicas houve o sentimento de que eram completamente diferentes. O nível de refinamento das demonstrações era incrivelmente alto “está já está pronta, certo?” (risos).
- Falando nisso, você diria que sua aproximação pessoal esteve em crescimento?
Yukihiro: Sim. Porque enquanto estava escutando as músicas pensei “a dificuldade é grande”. Mas era interessante tocar mais próximo de como deveria ser originalmente, mas talvez não é isso o que deveria ser procurado.
- Um álbum depois de 2 anos e 5 meses, de que modo você acha que a banda se transformou nesse período?
Yukihiro: Desse jeito........ Mah, depois de fazer o show do 15º aniversário, houve o sentimento de que algo mudou. E até nas músicas compostas para esse álbum houve esse tipo de influência. Como se um sentimento tivesse se libertado.
- Até em você?
Yukihiro: Sim, também. Não é só sobre estar apto para seguir em frente a partir desse ponto. Mas, mais simplesmente nós desenhamos uma linha.
- Então talvez KISS seja um novo começo para L’Arc~En~Ciel.
Yukihiro: Eu apenas acho que isso é o que os músicos pensam. As pessoas à nossa volta devem pensar diferente, mas sempre queremos fazer coisas novas. Talvez seja um clichê natural, mas não é sobre compor coisas velhas. O mais novo álbum é o mais novo som.
- Entendo.
Yukihiro: Outras pessoas podem dizer que estamos passando por uma evolução, ou retrocesso, que estamos mudando ou não. Mas pelo ponto de vista de quem está tocando, é o mais novo. Essa é minha opinião.
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